Candeias vê qualidade para pontuar na luz (Jornal O Jogo)

Extremo atuou no último jogo dos algarvios em casa do Benfica, ajudando a conquistar um ponto. Os encarnados são favoritos, mas do outro lado há bons argumentos

O ex-Portimonense, que também representou o Benfica, elogia o “bom futebol” dos algarvios. A jogar na Escócia, mas atento à Liga Portuguesa, realça a “boa organização” da equipa

O Portimonense tem boas memórias do último jogo efetuado na Luz. Corria a época 2010/11 e cumpria-se a 23.ª jornada, com os encarnados já afastados da luta pelo título e os algarvios em zona complicada. Aproveitando as “poupanças” de Jesus, que resolveu apostar na Champions e no duelo com o PSG, o conjunto então dirigido por Carlos Azenha arrancou um ponto, mercê do empate a um golo. O tento da igualdade, aliás, obra de Nuno Gomes, surgiu já na fase final (78’), depois de Ricardo Pessoa ter aberto o marcador, de grande penalidade, aos 28’. Um lance que teve a marca de Candeias, extremo dos alvinegros que mais tarde acabaria por rumar ao Benfica – embora nunca tenha atuado pelas águias – e agora alinha nos escoceses do Glasgow Rangers, de Pedro Caixinha.

Com o Portimonense a regressar na sexta-feira à Luz, Candeias falou aO JOGO sobre as possibilidades dos algarvios. “Hoje em dia, não há jogos fáceis. O Benfica tem uma grande equipa, é sempre favorito, mas, atenção, o Portimonense joga bom futebol – tenho visto os seus jogos – e até creio que vai surpreender na Liga. Tem um plantel de qualidade, estruturado e organizado, e penso que pode fazer um campeonato agradável. O Benfica, claro, é candidato e vai lutar mais uma vez pelo título”, resume

Sobre o jogo de 2010/11, o extremo recorda que “o Benfica rodou a equipa, e nós entrámos determinados em alcançar um bom resultado”. “Empatar 1-1 na casa de um grande acabou por ser um excelente resultado. E ter contribuído deixou-me bastante satisfeito”, conta Candeias, o autor do cruzamento que Roderick cortou com a mão, originando o penálti que Pessoa converteu. “Apesar de a ponta final do campeonato ter sido positiva, acabámos por descer. Foi uma enorme desilusão. Jogámos demasiado tempo em campo neutro [Estádio Algarve] e isso foi prejudicial. Se tivéssemos atuado sempre em Portimão, tenho a certeza de que alcançávamos a permanência”, diz o extremo, que nessa temporada participou em 29 partidas.

Noticia do Jornalista Hélio Nascimento via Jornal O Jogo

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